Passadas 3 semanas, o Ministro da Administração Interna veio finalmente dar explicações sobre as várias controvérsias que envolvem a sua propriedade em Odemira e o atrelado confiscado pela Judiciária.
A conferência de imprensa durou perto de 50 minutos. As explicações não convenceram a oposição.
Sobre a piscina que construiu na propriedade em Odemira disse que a intenção original era construir apenas um tanque, mas que a obra "acabou por se transformar numa piscina" devido ao desenrolar dos trabalhos.
Em relação à polémica do atrelado, com produtos químicos usados no fabrico de droga sintética, que a procuradora do Ministério Público ordenou que fossem destruídos, por razões de segurança, Luís Neves disse que a Judiciária não tinha espaço seguro nem capacidade logística própria para armazenar aquele tipo de material inflamável, que as empresas especializadas pediam um orçamento de 144 mil a 150 mil euros para desmantelar o atrelado e destruir os químicos e que o aluguer de um parque privado custaria entre 3 e 4 mil euros mensais, pelo que a decisão do atrelado com os químicos terem ido para as instalações da Construbarcelos, empresa de construção civil pertence a João Carvalho, um empresário amigo de longa data que fazia as obras na propriedade em Odemira, foi a mais acertada.